Histórias do Paraná - Pênalti para o Londrina
Pênalti para o Londrina
Ernani Buchman
Conto aqui um fato, que se assim não se passou, passa a ser esta a versão histórica.
Inicio dos anos sessenta, lá estavam Apucarana e Londrina a decidir um campeonato da região.
Jogo em Apucarana, a ser transmitido para Londrina. O problema era que duas rádios faziam as coberturas esportivas, mas havia entre as duas cidades não mais que uma linha para a transmissão. O remédio foi fazer um sorteio. E como costuma acontecer com sorteios, ganhou a radio que mantinha 20% da audiência. A outra, a Paiquerê, que detinha os 80% restantes, ficou na poeira, Ou quase: seu locutor, Willy Gonzer, conhecido tanto pela competência como por mudar mais de emissora e cidade que cigano fugido, resolveu usar um velho recurso do rádio de outrora: dublar o jogo.
Aos menos iniciados, consiste em ficar no estúdio, microfones nos ouvidos, repetindo aquilo que ouve do locutor da outra rádio.
Uma pirataria justificável, até porque os patrocinadores da equipe de esportes da Paiquerê não poderiam ficar fora do ar, logo na decisão do campeonato.
Corre o jogo em Apucarana.
Seria campeão quem vencesse. O Apucarana é todo ataque.
No estúdio, Willy Gonzer segura a audiência como se estivesse no estádio. A partida vai chegando ao fim.
Nada de gols, mas o Apucarana continua insistindo.
Até que, passados já os quarenta minutos do segundo tempo, sobra a bola para um Adamastor qualquer escapar em direção ao gol do Apucarana.
Entrou na área naquela situação que Nireu Teixeira descreveria como ele, o goleiro, as traves e Deus. E foi derrubado.
Se não tivesse sido tão escandaloso, sua honestidade não teria marcado, que nenhum juiz de futebol é louco o bastante para apostar o próprio escalpo.
Mas não houve jeito. Pênalti a favor do Londrina.
Willy Gonzer narrou o pênalti a plenos pulmões, quando houve uma queda de energia. E adeus ao sinal de rádio vindo de Apucarana.
Silêncio do outro lado, não no estúdio da Paiquerê. Willy continuou transmitindo.
Falou das reclamações dos jogadores do Apucarana, da fúria da torcida, da expectativa da torcida do Londrina, presente ao estádio. E nada do sinal voltar.
Esperou uns bons dez minutos, até que não houve mais jeito.
Era preciso bater o pênalti. E lembrando que o centroavante Gauchinho já havia batido dez pênaltis naquele campeonato, sem errar nenhum, Willy não teve dúvida: usando o nome do jogador, tomou a liberdade de bater a falta e fazer o gol.
Gritou, comemorou e começou a ouvir os foguetes estourarem na cidade. E nada do sinal voltar.
Manteve a platéia atenta mais alguns minutos, até ser obrigado a encerrar o jogo.
Convenhamos que para quem havia feito o gol, terminar uma partida não era tarefa das mais difíceis. E o sinal não voltava, como não voltou jamais.
Quem voltou foi do time do Londrina, recebido na entrada da cidade por uma multidão em delírio a comemorar a conquista do campeonato, para espanto da delegação.
Gauchinho, naquela tarde em Apucarana, havia errado o primeiro pênalti da sua carreira.
Willy Gonzer foi, como um anônimo torcedor, conferir a chegada do time.
E antes de ouvir a sentença de morte contra ele decretada, ali mesmo apanhou mulher e filho pequeno e foi pedir emprego em outra cidade de estado distante.
Consta haver em Londrina, até hoje, torcedores inconformados que a cada jogo conferem, nas cabines de rádio, os locutores presentes.
Ainda não tiveram a sorte de encontrar por lá o criativo Willy.
Ernani Buchman é publicitário
terça-feira, 5 de abril de 2016
segunda-feira, 4 de abril de 2016
Histórias do Paraná - Os sonhos de Rossi
Histórias do Paraná - Os sonhos de Rossi
Os sonhos de Rossi
Valêncio Xavier
Giovanni Rossi foi o único cara que, antes do tempo, viu o Paraná no século XX. Um Paraná bem diferente do de hoje, neste final de século: em crise como todo o Brasil, com sua inflação a prova de choque.
Médico-veterinário, agrônomo, ativista anarquista, nascido na Itália, Rossi foi o criador da tão pouco estudada Colônia Cecília, comunidade anarquista implantada em 1890, no Paraná, por imigrantes italianos.
Da Colônia Cecília dizem tantas besteiras como a que fora Dom Pedro II quem doara a terra para os anarquistas praticarem, entre outras coisas, o fim da monarquia. O próprio Rossi desmente: as terras, a 18 quilômetros ao sul de Palmeiras, "com 10 km2 de campos e bosques compramos ao preço de 15 libras o hectare pagável a prestações".
A Colônia Cecília, que chega a ter cerca de 200 habitantes, se extingue em 1893. Várias tm sido as explicações sobre seu fim: dificuldades financeiras, perseguição governamental pelos colonos terem aderido à Revolução Federalista.
Ou explicações tão bestas como a que, escandalizadas pelo amor livre ali praticado, as famílias fugiram antes que traçassem suas virginais filhi-nhas.
Mas a explicação certa é o próprio Rossi quem dá: "o nosso pequeno mundo anárquico era muito pequeno e, por isso, muito pobre para assegurar o pão branco, a garrafa de vinho, a entrada para o teatro, a cama macia, a companheira para o amor.
Ao contrário da retórica dos poetas, preferimos as rosas da escravidão aos espinhos da liberdade".
Com a dispersão da Colônia Cecília, Rossi monta uma fabriqueta de bebidas, em Curitiba.
Fracassa e vai para Santa Catarina trabalhar em sua profissão.
Em 1907, volta para a Itália, onde morre em 1943.
Em 1895, escreve "O Paraná no Século XX", livro que faz uma novela de ficção científica, "Visão de Bêbado Contada por ele Mesmo". Na novela, numa sessão espírita, o espírito do Dr. Grillo (médico em Palmeiras) relata que em 1950, o Paraná vive grande progresso sob o regime anarquista.
Tem 20 milhões de habitantes, 4/5 deles imigrantes.
Suas linhas férreas cobrem todo o estado e alcançam o Pacífico. A ecologia é preservada. O centro do progresso é a cidade de Elettropoli, que se ergue em meio ao Parque Nacional de 7 Quedas, que não foram destruídas.
Eis um trecho desse livro inédito de Giovanni Rossi por mim traduzido:
"Elettropoli, fabulosa cidade de 500 mil habitantes, que se ergue perto das Sete Quedas, não é famosa apenas pelas milhares de turbinas hidráulicas submersas de uma margem a outra do rio, para alimentar enorme bateria de milhares e milhares de dínamos fornecedores de energia e eletricidade a todo Paraná... tem fama mundial por seus laboratórios eletrotécnicos e suas fábricas... produzem todo material da iluminação, da rede telefônica e de aparelhos fonográficos... maquinaria aperfeiçoada, multiplica os resultados industriais, reduzindo o trabalho dos operários... novas descobertas como a transmissão a cores de imagens em movimento... Elettropoli é o templo sagrado da ciência, vanguarda de todo progresso futuro".
Pena que não se cumpriram os sonhos de Giovanni Rossi.
Valêncio Xavier é escritor e historiador.
Os sonhos de Rossi
Valêncio Xavier
Giovanni Rossi foi o único cara que, antes do tempo, viu o Paraná no século XX. Um Paraná bem diferente do de hoje, neste final de século: em crise como todo o Brasil, com sua inflação a prova de choque.
Médico-veterinário, agrônomo, ativista anarquista, nascido na Itália, Rossi foi o criador da tão pouco estudada Colônia Cecília, comunidade anarquista implantada em 1890, no Paraná, por imigrantes italianos.
Da Colônia Cecília dizem tantas besteiras como a que fora Dom Pedro II quem doara a terra para os anarquistas praticarem, entre outras coisas, o fim da monarquia. O próprio Rossi desmente: as terras, a 18 quilômetros ao sul de Palmeiras, "com 10 km2 de campos e bosques compramos ao preço de 15 libras o hectare pagável a prestações".
A Colônia Cecília, que chega a ter cerca de 200 habitantes, se extingue em 1893. Várias tm sido as explicações sobre seu fim: dificuldades financeiras, perseguição governamental pelos colonos terem aderido à Revolução Federalista.
Ou explicações tão bestas como a que, escandalizadas pelo amor livre ali praticado, as famílias fugiram antes que traçassem suas virginais filhi-nhas.
Mas a explicação certa é o próprio Rossi quem dá: "o nosso pequeno mundo anárquico era muito pequeno e, por isso, muito pobre para assegurar o pão branco, a garrafa de vinho, a entrada para o teatro, a cama macia, a companheira para o amor.
Ao contrário da retórica dos poetas, preferimos as rosas da escravidão aos espinhos da liberdade".
Com a dispersão da Colônia Cecília, Rossi monta uma fabriqueta de bebidas, em Curitiba.
Fracassa e vai para Santa Catarina trabalhar em sua profissão.
Em 1907, volta para a Itália, onde morre em 1943.
Em 1895, escreve "O Paraná no Século XX", livro que faz uma novela de ficção científica, "Visão de Bêbado Contada por ele Mesmo". Na novela, numa sessão espírita, o espírito do Dr. Grillo (médico em Palmeiras) relata que em 1950, o Paraná vive grande progresso sob o regime anarquista.
Tem 20 milhões de habitantes, 4/5 deles imigrantes.
Suas linhas férreas cobrem todo o estado e alcançam o Pacífico. A ecologia é preservada. O centro do progresso é a cidade de Elettropoli, que se ergue em meio ao Parque Nacional de 7 Quedas, que não foram destruídas.
Eis um trecho desse livro inédito de Giovanni Rossi por mim traduzido:
"Elettropoli, fabulosa cidade de 500 mil habitantes, que se ergue perto das Sete Quedas, não é famosa apenas pelas milhares de turbinas hidráulicas submersas de uma margem a outra do rio, para alimentar enorme bateria de milhares e milhares de dínamos fornecedores de energia e eletricidade a todo Paraná... tem fama mundial por seus laboratórios eletrotécnicos e suas fábricas... produzem todo material da iluminação, da rede telefônica e de aparelhos fonográficos... maquinaria aperfeiçoada, multiplica os resultados industriais, reduzindo o trabalho dos operários... novas descobertas como a transmissão a cores de imagens em movimento... Elettropoli é o templo sagrado da ciência, vanguarda de todo progresso futuro".
Pena que não se cumpriram os sonhos de Giovanni Rossi.
Valêncio Xavier é escritor e historiador.
domingo, 3 de abril de 2016
Histórias do Paraná - Bigodes torcidos
Histórias do Paraná - Bigodes torcidos
Bigodes torcidos
Nilson Monteiro
Engraçado o Jaime e o Jorge.
Tem vários pontos comuns. A começar pela letra inicial do nome.
Os dois são risonhos.
Trabalham na mesma galeria, com o mesmo produto e com uma freguesia que tem -se tiver - pálidas diferenças.
Consideram-se londrinenses roxos, o que, para anotar, já é mais uma identificação.
Mas, suas vidas até parecem absurdas para a lógica do sistema, em que seu compadre rouba-lhe as meias sem tirar os sapatos.
Eu diria engraçados porque eles contrariam exatamente esta lógica imbecil. O Jorge tem um bar. E o Jaime tem outro.
Da janelinha do bar do Jorge, os dois conversam os mais diversos assuntos, trocam até os nomes dos fregueses mais duros, clientes constantes da pendura.
Os bares são na mesma galeria, meio espremida, desta cidade que abraçou as mais diversas procedências — os carcamanos, os açorianos, os japas, os ingleses, os baianos, paulista, gaúchos, paraibanos, brasileiros de cabo a rabo, sob o seu manto de terra roxa, cuja fama vazou fronteiras e preconceitos.
Sim, é obvio, há pequenas e quase imperceptíveis diferenças entre fregueses do Jorge e do Jaime.
Afinal, os ambientes são os mesmos e a cachaça custa o mesmo. A cerveja também.
Estas pequenas diferenças são de horários: às vezes, aquele paraguaio visita primeiro o santuário do Jaime, para depois rezar no balcão do Jorge, com os cotovelos enfiados nas histórias de sua convivência com a cidade.
Ou então aquele jornalista magriça, que não despreza um olhar mais agudo para as garotas que trabalham mais pro lado do Jaime, escorrega os salgadinhos do Jorge goela abaixo antes de visitar o bar vizinho.
Ou mesmo aquele imobilirista, pançudo e com cara de cansado, balança pra lá e pra cá, sem definir-se.
Sua única definição é pelo undenberg, que desce com um arrepio na nuca.
Mais ou menos os mesmos habitantes ocupam o metro disponível do estacionamento do Jorge ou as duas laterais do bar do Jaime.
As histórias, conversas e propostas também são mais ou menos as mesmas.
Também as desgraças, contadas com tom de cochicho ou de escândalo de manchete.
Ou as maldosas insinuações sobre as brasileiras que trabalham, de calças compridas ou vestidinhos colados, neste território. O cardápio também é o mesmo.
Vez ou outra, o Jorge corre provar a dobradinha do Jaime.
Por sua vez, o
Jaime descamba o paladar para as sardinhas fritas de Jorge.
Pra lá e pra cá, os dois não disputam, ajudam-se.
Engraçados.
Engraçados nada, eles desmoralizam os dentes da máquina capitalista.
Bonito o Jorge e o Jaime vivendo ali, na colméia do Centro Comercial, no coração de Londrina, alimentando famílias do lucro dos seus botecos, cara a cara.
Sem rancores. E poucas diferenças.
Ah sim, uma diferença que os aparta irremediavelmente: o Jaime, português, torce o bigode para a Portuguesa, com certeza. E o Jorge, nissei, não abre mão do Palmeiras. São diferentes.
Nilson Monteiro, iondrinense, êjornalista e escritor
Bigodes torcidos
Nilson Monteiro
Engraçado o Jaime e o Jorge.
Tem vários pontos comuns. A começar pela letra inicial do nome.
Os dois são risonhos.
Trabalham na mesma galeria, com o mesmo produto e com uma freguesia que tem -se tiver - pálidas diferenças.
Consideram-se londrinenses roxos, o que, para anotar, já é mais uma identificação.
Mas, suas vidas até parecem absurdas para a lógica do sistema, em que seu compadre rouba-lhe as meias sem tirar os sapatos.
Eu diria engraçados porque eles contrariam exatamente esta lógica imbecil. O Jorge tem um bar. E o Jaime tem outro.
Da janelinha do bar do Jorge, os dois conversam os mais diversos assuntos, trocam até os nomes dos fregueses mais duros, clientes constantes da pendura.
Os bares são na mesma galeria, meio espremida, desta cidade que abraçou as mais diversas procedências — os carcamanos, os açorianos, os japas, os ingleses, os baianos, paulista, gaúchos, paraibanos, brasileiros de cabo a rabo, sob o seu manto de terra roxa, cuja fama vazou fronteiras e preconceitos.
Sim, é obvio, há pequenas e quase imperceptíveis diferenças entre fregueses do Jorge e do Jaime.
Afinal, os ambientes são os mesmos e a cachaça custa o mesmo. A cerveja também.
Estas pequenas diferenças são de horários: às vezes, aquele paraguaio visita primeiro o santuário do Jaime, para depois rezar no balcão do Jorge, com os cotovelos enfiados nas histórias de sua convivência com a cidade.
Ou então aquele jornalista magriça, que não despreza um olhar mais agudo para as garotas que trabalham mais pro lado do Jaime, escorrega os salgadinhos do Jorge goela abaixo antes de visitar o bar vizinho.
Ou mesmo aquele imobilirista, pançudo e com cara de cansado, balança pra lá e pra cá, sem definir-se.
Sua única definição é pelo undenberg, que desce com um arrepio na nuca.
Mais ou menos os mesmos habitantes ocupam o metro disponível do estacionamento do Jorge ou as duas laterais do bar do Jaime.
As histórias, conversas e propostas também são mais ou menos as mesmas.
Também as desgraças, contadas com tom de cochicho ou de escândalo de manchete.
Ou as maldosas insinuações sobre as brasileiras que trabalham, de calças compridas ou vestidinhos colados, neste território. O cardápio também é o mesmo.
Vez ou outra, o Jorge corre provar a dobradinha do Jaime.
Por sua vez, o
Jaime descamba o paladar para as sardinhas fritas de Jorge.
Pra lá e pra cá, os dois não disputam, ajudam-se.
Engraçados.
Engraçados nada, eles desmoralizam os dentes da máquina capitalista.
Bonito o Jorge e o Jaime vivendo ali, na colméia do Centro Comercial, no coração de Londrina, alimentando famílias do lucro dos seus botecos, cara a cara.
Sem rancores. E poucas diferenças.
Ah sim, uma diferença que os aparta irremediavelmente: o Jaime, português, torce o bigode para a Portuguesa, com certeza. E o Jorge, nissei, não abre mão do Palmeiras. São diferentes.
Nilson Monteiro, iondrinense, êjornalista e escritor
sábado, 2 de abril de 2016
300 e tantas Historias do Paraná, Brasil.
300 e tantas Historias do Paraná, Brasil.
Em 1993, aos trezentos dias que antecediam o aniversário da Cidade de Curitiba, o Jornal Gazeta do Povo
iniciou a publicação de uma série de contos históricos chamados 300 histórias de Curitiba.
Trata-se de obras de autores independentes que formam reunidas e preservadas neste material.
São pequenos escritos que contam um pouco da história e da cultura da cidade de Curitiba Paraná Brasil.
Com o sucesso dessa publicação deu-se a publicação das 300 e tantas histórias do Paraná seguindo o mesmo molde.
Neste site reunimos as obras desses diversos autores paranaenses que contam um pouco da história do Paraná, Brasil.
Em 1993, aos trezentos dias que antecediam o aniversário da Cidade de Curitiba, o Jornal Gazeta do Povo
iniciou a publicação de uma série de contos históricos chamados 300 histórias de Curitiba.
São pequenos escritos que contam um pouco da história e da cultura da cidade de Curitiba Paraná Brasil.
Com o sucesso dessa publicação deu-se a publicação das 300 e tantas histórias do Paraná seguindo o mesmo molde.
Neste site reunimos as obras desses diversos autores paranaenses que contam um pouco da história do Paraná, Brasil.
sexta-feira, 1 de abril de 2016
Storie di Paraná - la Cappella di Bom Jesus
Storie di Paraná - la Cappella di Bom Jesus
La cappella di Bom Jesus
de Freitas Astrogildo
La città di Palma, questo Stato, la cui precoce data di regolamento del secondo decennio del XIX secolo, era a quel tempo completamente coinvolto nel costruzione di una chiesa parrocchiale, al fine di effettuare e completare il trasferimento nella nuova sede, la Parrocchia parrocchia di formichiere, già in piena decadenza, a causa della consegna di quella cappella per la congregazione dei frati carmelitani, che si è dichiarato e ottenuto loro possesso.
causa del prolungamento della navata del maestoso tempio che si stava costruendo, copre gran parte della piazza, arrivando al cimitero esiste, creato la necessità di uno spostamento in un'altra posizione.
Ovviamente, questo necrópo-le era lontano dalla chiesa di "produzione", un termine usato per descrivere una costruzione di grandi proporzioni, ci è arrivata la necessità di una cappella ad essere officiata atti funebri imposti dalla tradizione, usanças e riti cattolici.
La Cappella del Buon Signore Gesù, il cui edificio termine è del 2 dicembre 1836, è stata costruita a spese di quattro o cinque residenti desiderosi di avere i loro corpi sepolti in una chiesa cattolica di tradizione secolare.
Santuario situato nella piazza
Getúlio Vargas, ma con la parte anteriore si affaccia sulla strada Jesuino Marcondes, faceva parte di un trio di cappelle allora prevalenti nella località.
Entrambi erano gli altri componenti dello Spirito Santo, il giudice capito le strade e Padre Pedro Ferreira Camargo in struttura pineta e hanno da tempo spento.
L'altra, di San Benedetto, zitto ci ha detto ruajesuíno Marcondes.
Tale pregato, costruita di mattoni senza malta, non poteva resistere alle intemperie ed è stata distrutta da una tempesta, vento forte e violento, lasciando in piedi solo una parte del muro fondi in cui il santo votive.
In assenza di condizioni monetarie per la borsa di studio, che è già basso, di ricostruirlo, l'opzione adottata è stato quello di effettuare la continuazione della strada, oggi una delle aree più importanti della città.
Tornando alla cappella di Bom Jesus, possiamo dire che è stato costruito non solo per i funerali e sepolture futuri, ma anche e soprattutto per ospitare la tomba del tenente José Manoel de Araújo, fondatore della città e sepolto nel 1825.
La costruzione del piano ha fatto un po 'sopra la lapide della tomba, ha permesso il tuo alloggio all'interno della cappella.
laterale alla parete di questa cappella, al di fuori, era la tomba di José de Paula e Silva, il figlio del barone Ibicuí che essere suicida non è stato permesso alla sua sepoltura nel cimitero laico.
Successivamente, con il turno di notte per la via Concezione laica, ora la strada che richiedeva Stato meridionale,
si è presentato nella cappella, prese per la nuova posizione che cosa ci è stato lasciato di tradizioni e calore.
Astrogildo de Freitas, un membro del Centro delle Arti di Paraná
La cappella di Bom Jesus
de Freitas Astrogildo
La città di Palma, questo Stato, la cui precoce data di regolamento del secondo decennio del XIX secolo, era a quel tempo completamente coinvolto nel costruzione di una chiesa parrocchiale, al fine di effettuare e completare il trasferimento nella nuova sede, la Parrocchia parrocchia di formichiere, già in piena decadenza, a causa della consegna di quella cappella per la congregazione dei frati carmelitani, che si è dichiarato e ottenuto loro possesso.
causa del prolungamento della navata del maestoso tempio che si stava costruendo, copre gran parte della piazza, arrivando al cimitero esiste, creato la necessità di uno spostamento in un'altra posizione.
Ovviamente, questo necrópo-le era lontano dalla chiesa di "produzione", un termine usato per descrivere una costruzione di grandi proporzioni, ci è arrivata la necessità di una cappella ad essere officiata atti funebri imposti dalla tradizione, usanças e riti cattolici.
La Cappella del Buon Signore Gesù, il cui edificio termine è del 2 dicembre 1836, è stata costruita a spese di quattro o cinque residenti desiderosi di avere i loro corpi sepolti in una chiesa cattolica di tradizione secolare.
Santuario situato nella piazza
Getúlio Vargas, ma con la parte anteriore si affaccia sulla strada Jesuino Marcondes, faceva parte di un trio di cappelle allora prevalenti nella località.
Entrambi erano gli altri componenti dello Spirito Santo, il giudice capito le strade e Padre Pedro Ferreira Camargo in struttura pineta e hanno da tempo spento.
L'altra, di San Benedetto, zitto ci ha detto ruajesuíno Marcondes.
Tale pregato, costruita di mattoni senza malta, non poteva resistere alle intemperie ed è stata distrutta da una tempesta, vento forte e violento, lasciando in piedi solo una parte del muro fondi in cui il santo votive.
In assenza di condizioni monetarie per la borsa di studio, che è già basso, di ricostruirlo, l'opzione adottata è stato quello di effettuare la continuazione della strada, oggi una delle aree più importanti della città.
Tornando alla cappella di Bom Jesus, possiamo dire che è stato costruito non solo per i funerali e sepolture futuri, ma anche e soprattutto per ospitare la tomba del tenente José Manoel de Araújo, fondatore della città e sepolto nel 1825.
La costruzione del piano ha fatto un po 'sopra la lapide della tomba, ha permesso il tuo alloggio all'interno della cappella.
laterale alla parete di questa cappella, al di fuori, era la tomba di José de Paula e Silva, il figlio del barone Ibicuí che essere suicida non è stato permesso alla sua sepoltura nel cimitero laico.
Successivamente, con il turno di notte per la via Concezione laica, ora la strada che richiedeva Stato meridionale,
si è presentato nella cappella, prese per la nuova posizione che cosa ci è stato lasciato di tradizioni e calore.
Astrogildo de Freitas, un membro del Centro delle Arti di Paraná
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