terça-feira, 21 de junho de 2016

Histórias do Paraná - Duas histórias históricas

Histórias do Paraná - Duas histórias históricas

Duas histórias históricas
Flora Munhoz da Rocha

São duas histórias que eu posso focalizar com precisão, porque ambas tiveram como árbitro o presidente do Paraná Affonso Camargo (naquela época governador dizia-se presidente).
A primeira história é a briga do Paraná com Santa Catarina.
Brigaram feio mesmo.
Isso foi há muitos anos.
Para mais de século -quando da emancipação política do Paraná que se desmembrava de São Paulo.
Aí que Santa Catarina discordou da linha divisória que estabelecia os limites no sul, entre os dois Estados.
Os catarinenses queriam porque queriam ampliar seu território com 47.000 quilômetros quadrados da área que nos fora destinada.
Decorrente a guerrilha denominada "Questão de Limites", que se prolongou ao longo dos anos
- de 1853 a 1916. Cada qual querendo ganhar na base do tiroteio.
Morreu gente.
Um horror.
Mudavam-se os presidentes e nada.
Até que Santa Catarina começou a ganhar pontos, vencedora de três sentenças judiciárias. E que tinha como trunfo no governo federal o Ministro do Exterior, o catarinense Lauro Muller.
Nessa época, era presidente do Paraná Affonso Camargo, que além de chefe político era perspicaz advogado e percebeu a iminência de perda total se o Paraná não propusesse um acordo imediato.
Feito o acerto, os dois presidentes dos Estados conflitantes assinaram, no dia 20 de outubro de 1916, diante do Presidente da República Wenceslau Braz, o acordo que punha fim às desavenças e o Paraná salvava para si área onde situam-se hoje 30 municípios: Porto Vitória, General Carneiro, Bituruna, Palmas, Mangueirinha, Clevelândia, Chopin-zinho, Coronel Vivida, Pato Branco, Mariópolis, Vitorino, Itapejara, São João, São Jorge, Dois Vizinhos, Verê, Francisco Beltrão, Renascença, Marmeleiro, Enéas Marques, Salto do Lontra, Salgado Filho, Santa Isabel, Realeza, Ampere, Ipanema, Planalto, Pérola do Oeste, Santo Antônio, Barracão.
A segunda história é de como surgiu Londrina.
Nessa mesma época Affonso Camargo Presidente, ele não se conformava das férteis terras do norte do Estado permanecerem ilhadas por falta de estradas que as unissem à capital e ao porto.
Daí que fez contrato com uma companhia inglesa que se comprometia a construir uma estrada de ferro em troca de área lá no final da linha. E nessa área, anos mais tarde, os ingleses fundaram a cidade de Londrina.

Flora Munhoz da Rocha, ex-primeira dama do Estado, é cronista


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